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Vida de bebê à espera de solidariedade

Postado por Instituto Abrace em 19/10/2007

Um bebê de quatro meses depende da solidariedade dos gaúchos para sobreviver. Eduardo Prestes, filho mais novo do casal Alessandra Prestes Conceição e Everaldo dos Santos Rosa, de Parobé, no Vale do Paranhana, foi diagnosticado com uma doença rara…

Um bebê de quatro meses depende da solidariedade dos gaúchos para sobreviver. Eduardo Prestes, filho mais novo do casal Alessandra Prestes Conceição e Everaldo dos Santos Rosa, de Parobé, no Vale do Paranhana, foi diagnosticado com uma doença rara na medula óssea. A única chance de vida da criança é o transplante.

- Fazemos um apelo para que as pessoas procurem o Hospital de Clínicas, a Santa Casa ou o Hemocentro, onde são feitos os exames de compatibilidade. Estamos em uma corrida contra o tempo para salvar o Eduardo – conta Alessandra, que se divide entre Eduardo e a filha mais velha, Kelly Adriane, três anos.

Chamada deficiência de adesão leucocitária, a doença faz com que o sistema imunológico da criança não funcione normalmente, o que o deixa mais suscetível a infecções. Conforme a neonatologista do Hospital de Clínicas da Capital, Rita de Cássia Silveira, este é o segundo caso diagnosticado no país e o sexto no mundo.

Funcionários de indústrias calçadistas, os pais da criança deixaram seus empregos para empreender uma busca pelo doador ideal. Para isso, já lotaram ônibus, carros e vans de pessoas dispostas a serem testadas. Enquanto isso, o bebê, que nasceu com 3,7 quilos, está internado desde o dia 21 de junho em uma incubadora no Hospital de Clínicas. Devido às múltiplas infecções, diarréia e ao quadro grave de desnutrição, o menino está com 3,1 quilos.

Uma das ameaças a Eduardo é o risco de infecção

A luta pela vida de Eduardo começou aos 16 dias, quando teve de ser internado às pressas com uma infecção no umbigo. A suspeita inicial era de que teria leucemia, mas dois meses e meio depois, já em Porto Alegre, foi diagnosticada a deficiência.

- O risco de infecção é muito grande. Estamos administrando antibióticos de amplo espectro para mantê-lo. É extremamente difícil encontrar um doador compatível, porque é preciso que seja o mais próximo possível. Ele está cadastrado em um banco internacional de medula e também de sangue de cordão umbilical – comenta a neonatologista.

(roberta.pschichholz@zerohora.com.br)

ROBERTA PSCHICHHOLZ | Vale do Sinos/Casa Zero Hora

Como ajudar

- Interessados em fazer o exame de compatibilidade devem procurar, na Capital, os bancos de sangue do Hospital de Clínicas, da Santa Casa ou o Hemocentro. Há hemocentros também em Caxias do Sul, Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa
- Para ser um doador, é preciso ter entre 18 e 55 anos e estar em boa saúde. São coletadas 10 ml de sangue e não é preciso estar em jejum. É importante manter o cadastro sempre em dia
- A família de Eduardo abriu uma conta em seu nome na Caixa Econômica Federal de Parobé, para ajudar nas despesas. É a conta 01345333-3, agência 1.391

Gabriela Mazza
INSTITUTO ABRACE
www.institutoabrace.org.br
(53) 9983.2398
(11) 8371.4941

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