Trata-se do resumo da entrevista com a parteira holandesa Mary Zwart, na atividade há 30 anos, e que participa, no Brasil, do movimento pró-parto humanizado, existente desde 1985, em que estão envolvidos médicos e parteiras.
Segundo a profissional, a intervenção médica só deve ocorrer quando for necessária, pois gravidez e parto são um sinal de saúde das mulheres e não são procedimentos médicos. Entretanto, é preciso ter uma infra-estrutura que torne o parto em casa possível, como água totalmente limpa, comida adequada, suporte de uma parteira, do médico da família ou de uma enfermeira voltada para o parto. Ela cita estudos em vários países, nos quais mostrou-se que as cesarianas não salvam mais as mulheres, elas as matam. Mary Zwart conta que na Holanda a primeira escolha é fazer o parto em casa, quando a mulher está bem, sendo assistido por uma parteira. Vale lembrar que nesse país, a parteira tem uma formação de 4 anos só voltada para a gravidez e o parto. Ela ressalva que, no caso de gravidez de risco, a mulher deve ter o bebê no hospital. No final, ela dá dicas sobre o preparo da mulher para o parto: o medo é natural, mas não deve ser pesado demais, pois, para o parto, é fatal. A gestante, no seu entender, precisa pensar que é uma mulher madura, que pode dar à luz, que poderá fazer as coisas que gosta, mesmo com uma criança.