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5/3/2007- Uma esperança na luta de Thalia

A maratona pela busca de um doador de medula óssea compatível com o organismo da menina Thalia da Rosa, nove anos, pode ter chegado ao fim.

A maratona pela busca de um doador de medula óssea compatível com o organismo da menina Thalia da Rosa, nove anos, pode ter chegado ao fim. Há dois anos na luta contra a leucemia e atravessando uma fase difícil da doença, a menina recebeu uma notícia que renovou suas esperanças de cura: o Instituto Nacional do Câncer (Inca) já encontrou um possível doador, um estrangeiro.

Thalia está internada desde o início de abril no Hospital da Criança Conceição, na Capital, depois de enfrentar uma forte crise da doença. Apesar de ainda serem necessários exames para confirmar a compatibilidade do tecido, a família já comemora a conquista. Ontem, cerca de 30 pessoas se reuniram na Igreja São Sebastião Mártir, de Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo - onde os Rosa residem - para rezar em nome da garota.

- Ganhamos uma batalha. Agora temos de vencer a guerra - salientou o pai da menina, João Carlos da Rosa, 41 anos, que, animado, já pediu afastamento da fumageira onde trabalha para acompanhar de perto o caso da filha.

Thalia luta contra a leucemia há dois anos. A descoberta da doença mudou a rotina da família. A mãe dela, Judite Franco da Rosa, 39 anos, por exemplo, deixou de trabalhar só para acompanhá-la nas viagens quase que diárias aos hospitais de Porto Alegre. As duas, todas as noites, costumavam deitar na cama e, abraçadas, rezavam o terço pedindo bênção e a ajuda de Deus e de Nossa Senhora de Fátima. Agora, elas não cansam de agradecer.

- Estou bem feliz. Quando meu pai me contou, dei um beijo e um abraço bem apertado nele - conta Thalia, sempre sorridente.

Menina ainda depende de exame de compatibilidade

A data do transplante ou da realização dos exames que confirmem a compatibilidade da medula com o organismo de Thalia ainda não foi marcada. Em paralelo à comemoração da família, o médico Lauro José Gregianin, do Serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital de Clínicas, informa que o procedimento só poderá ocorrer quando a paciente estiver em condições clínicas adequadas e for liberada pelo Hospital Conceição.

Antes do transplante, segundo ele, é preciso que os exames sejam refeitos - processo que pode durar alguns dias ou até meses.

No Hospital Conceição, conforme informações da assessoria de imprensa, a menina ainda não está em condições de ser liberada.

O drama que sensibilizou uma cidade

O drama da garota mobilizou toda a comunidade de Venâncio Aires e vem sendo retratado por Zero Hora desde fevereiro. Mais de mil pessoas da cidade se ofereceram a fazer os testes para doação de medula. Mas o possível doador não mora no município.

Segundo informações do Inca, o paciente é de fora do Brasil, e o tecido foi obtido por meio do Banco Internacional de Medula. A instituição, no entanto, não informa o país de origem da pessoa.

- A notícia veio num momento bem difícil da vida dela. Em função da crise, ela vinha sentindo fortes dores nas pernas e nas costas. Dava pena de ver. A Thalia rezava e beijava a foto de Jesus pedindo para Ele tirar sua dor. Agora tenho certeza de que tudo vai se sair bem. Eu sempre soube que a salvação um dia viria - diz a mãe de Thalia, Judite da Rosa.

Gabriela Mazza

Jornal Correio do Povo - 03/05/07




 
 
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