A minha história não é muito diferente das contadas nesta página...
Eu engravidei sem planejar aos 21 anos... Era apenas noiva... E estava planejando um casamento.
Ao saber da notícia houve susto, mas após veio a alegria!
Com três meses de gravidez, as 03:00hs da madrugada eu tive fortes dores, ao me levantar pra ir ao banheiro, veio um pouco de sangue, fiquei preocupada e liguei pro meu médico e ele pediu que eu fosse no consultório dele no primeiro horário.
No dia seguinte fomos pro consultório dele, fiz uma ultrassom e descobri que estava com descolamento parcial de embrião... Fiquei de repouso, mas nada de grave me aconteceu.
Tive uma gravidez posso dizer que tranquila.
Quando estava com 37 semanas a minha bolsa se rompeu, fui pra maternidade, e começou a minha trajetória...
A minha pressão chegou a 19/11 eles forçavam um parto normal.
A minha bolsa se rompeu as 04:30 da madrugada, o meu parto foi feito 17:40hs,,,
Achei o meu filho Caio um pouco roxo...
Subiram-me pro quarto com ele, dei mamar, e pela graça de Deus ele mamou por volta de 02 horas seguidas.
Então começou o tormento, ele vomitava muita sujeira... Era um vômito preto...
Aquilo era a sujeira do parto que ele havia engolido!!
Entrei em pânico, enfim levaram ele pro berçário mais ou menos às 20h e o deixaram em observação.
Eu naquela primeira noite já não dormi, pois ficava andando o tempo inteiro do quarto pro berçário e do berçário pro quarto.
No dia seguinte eu não queria comer nada só queria o meu filho, comecei a me preocupar, pois ele não podia mamar, e chorava cada vez que eu entrava no berçário.
No 3º dia, passou o médico pra me dar alta, nessa altura eu não comia mais, não bebia e só chorava...
Eu queria ficar no hospital, mas meu esposo e a minha mãe não permitiram, pois já estava caindo em uma depressão pós-parto.
Fui pra casa, no hospital, meu filho Caio poderia receber visitas das 7h às 8h, 9h às 11h, das 13h às 15h, das 17h as 19h e das 20h as 22h.
E eu, com os pontos da cesariana, subia e descia as escadas em todas as visitas, não tinha jeito! Eu estava presente olhando ele por um vidro, se eu entrasse no berçário ele chorava muito por cauda ao meu cheiro... Só podia vê-lo através de um vidro.
Foram 09 dias de angustia. Rasparam a cabecinha dele para achar veias, trocava o dreno 4x por dia. Foi muito difícil! Eu jamais imaginava numa situação daquela.
Eu ficava doida da vida, pois uma conhecida minha, ganhou bebe 02 dias depois de mim, e em uma das visitas, ela estava indo embora com o bebe no colo e um cigarro enorme na outra mão!! Esta conhecida usou drogas a gravidez inteira, bebeu, fumou cigarros e estava com o bebe no colo e eu, que segui a risca o que o médico mandou estava com o meu pequenino internado!
O meu filho saiu com um forte refluxo e estava sujeito a uma cirurgia.
Quando saiu do hospital, foi a maior festa, mas não sabia o que estava por acontecer...
Eu não dormia, pois ele mamava 1 hora no peito, ficava meia hora para arrotar, depois de 30 minutos estava ele vomitando e após meia hora estava chorando de novo pra mamar.
Fiquei um caco, mas agradecendo a Deus pela vida do meu Caio.
Com 06 meses de vida eu voltei a trabalhar, ele estava ficando com a minha mãe, ela tem labirintite, mas tinha algum tempo que não atacava.
Ela caiu com ele por causa da labirintite, a minha mãe rolou 9 degraus e o meu filho, ela soltou no primeiro degrau...Ele fraturou o Crânio... Fiquei quase louca...
A minha sobrinha, que na época tinha 7 anos, me ligou no serviço chorando que era pra mim correr muito que o Caio havia caído com a vovó.
Sai voando, mas a minha irmã chegou primeiro, e já havia socorrido os dois.
Fui em três hospitais, (na época eu estava sem convenio), no quarto hospital eu encontrei a minha mãe com um mendigo consolando-a, ela sentada em um ponto em frente ao hospital e toda ensangüentada.
Parei o carro fui correndo pra dentro do hospital pra ver o Caio, ele estava com a cabeça toda inchada...
Foi pânico total! Queriam transferi-lo pra um outro hospital publico, mas eu não deixei, disse para a Assistente Social ver um hospital particular. Ligaram para vários, até para o Hospital São Luiz no Morumbi... E não nenhum tinha Neurocirurgião de plantão...
Foram achar somente no Albert Einstein. Fomos para lá, eu estava disposta a vender carro, casa... Não tinha noção de como pagaria a internação e se fosse preciso, a cirurgia dele, o que me importava era a vida do meu filho.
Fomos até lá, e um médico enviado por Deus fez os testes e disse que não era caso cirúrgico, disse que não cobraria a consulta somente os medicamentos, graças a Deus ficou apenas R$700,00.
De lá fomos para o Hospital das Clinicas, para fazer a Tomografia, e graças a Deus havia somente a fratura, nada de coagulo. Deus foi tão bom que o meu filho com esta fratura no crânio não ficou nem internado!
A minha mãe tomou por um bom tempo calmante e antidepressivo, pois estava se sentindo culpada.
Agora com 3 anos, estávamos na casa da minha cunhada e na frente da casa tem um parquinho... Ele queria ir, a minha irmã levou, como o sol estavam muito quente ela o chamou pra voltar ele não queria ficou bravo e quis atravessar a rua sozinho, quando correu um carro estava subindo e o atropelou... Uma cratera se abriu sobre os meus pés, a cabeça com um galo enorme e ele se levantou segurando o braço direito que havia fraturado.
Fomos para o Hospital, e ele reduziu o braço com anestesia, ficou uma noite em observação ao chegar em casa senti que ele estava se queixando muito do braço esquerdo fui ver estava inchando. Voltei ao Hospital, e descobrimos que ele também estava quebrado: fraturou os dois braços!
O que eu tirei de lição com tudo isso?
Ele é um enviado por Deus, e que Deus tem uma grande obra na vida dele.
Tenho fé em Deus... E sei que todas as graças alcançadas foi por permissão dele.
Para você que está passando por um problemão, somente confie o Senhor é Contigo.
Abraços
Débora Felicio / Caio Felicio