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pais & filhos


Pais: Daniela e Carlos
Filho(a): Carlos Esteban


Hoje, mais do que nunca acreditamos em Deus e em sua infinita misericórdia e divino amor.

Minha história é mais do que bonita, tão difícil e dolorosa como muitas, mas sei que Deus sempre esteve conosco.
Faz três anos que me casei, mas sem a esperança de poder ter um filho, pois todos os exames que eu fazia diziam que seria muito difícil que pudesse ser mãe, do tipo uma chance em milhões.
Mas, entreguei minha vida nas mãos de Deus, pois Ele mais do que ninguém sabia do meu sonho de ser mãe e o quanto isso seria importante para minha vida e a do meu marido.
Quando me casei, não tomava remédio e fazia tudo que me diziam para engravidar e nada. Até que um dia acordei com uma sensação de paz maravilhosa e com a imagem do menino que havia visto em meus sonhos. Acredito hoje que foi uma mensagem de Deus pois o menino se parecia com o meu filho que nasceu.
Já completava quatro meses e nada de conseguir engravidar e já estava desistindo da idéia quando eu e meu marido resolvemos fazer uma viagem à cidade dele, Lima, no Peru, para visitar o meu sogro. E lá parece que as esperanças se renovaram.
Quando voltei de viagem comecei a perceber que algo não ia bem e que meu organismo estava reagindo de uma maneira fora do comum. Fui à médica que acompanhava o meu caso, que simplesmente disse: "Você realmente crê em Deus pois o que posso te dizer é que você está mais do que grávida, está gravidíssima".
Seria uma excelente história, mas aí começa o meu drama pois eu havia tomado várias vacinas como exigência da embaixada dos Estados Unidos para tirar meu visto como residente (pois sou casada com um cidadão naturalizado americano). Tudo e todos me diziam que eu iria ter que tirar o meu filho, quase enlouqueci de tristeza e de dor e pensava: "Senhor, por que este castigo tão grande? Justo agora consigo engravidar e simplesmente falei para Deus: "Senhor, seja feita a sua vontade". E assim foi...já desanimada e inconformada perguntei a uma amiga da família sobre um bom médico e ela me encaminhou para o Dr. Vanderlei Pacini, em Nova Iguaçu, e marquei consulta para o dia seguinte mesmo.

Quando cheguei lá minhas esperanças renasceram e minha alegria foi imensa quando ele simplesmente me disse: "Não vamos tirar o seu filho, vamos salvar o seu filho". Agradeci a Deus e pensei que, se não seria pedir demais, que fosse um menino, pois meu marido já tinha uma menina e eu sempre quis ter um menino. Não demorou muito e tive minha primeira ameaça de aborto.
Exatamente três dias da consulta com o médico comecei a sangrar e me vi completamente perdida pois meu marido havia voltado para os Estados Unidos e minha mãe estava em outra cidade. Meu pai foi quem vivenciou todas as minha angústias e minha mãe sofria de longe sem saber o que fazer e dizer.

Pronto, lá fui eu para a clínica, uma ultra de emergência e aquela frase que ninguém quer ouvir quando está grávida: "todo cuidado agora é pouco e terá que fazer o máximo de repouso para tentarmos segurar este baby".
E foi o que fiz. Dias intermináveis na cama, mas a cada novo sangramento era uma dor no coração e na alma que jamais imaginei existir. Acabava sendo forte não só por mim, mas pelo meu filho, meus pais e marido, sentia que meu pai vivia apreensivo, com medo que algo acontecesse comigo ou com o baby.
Assim foram os nove meses, idas e vindas intermináveis da clínica, até que completei quatro meses e, desta vez, muitas coisas estavam em jogo, como por exemplo, o desenvolvimento do baby e sua saúde.
Mais uma vez Deus se fez presente na minha vida. Quando fui fazer os exames minha mãe estava comigo e o médico da ultra simplesmente disse que o baby estava perfeito e se estávamos felizes com o meninão. Não acreditei e perguntei: o que?
Minha mãe era só lágrimas. Quando meu pai soube, só gritava que era um menino e que era saudável. Éramos pura felicidade. Naquele momento simplesmente agradeci a Deus este milagre de poder estar gerando a vida do meu filho, por tudo estar bem e por ter me dado o menino que tanto sonhávamos.
Este foi realmente um milagre em nossas vidas.
Hoje, meu filho está com dois anos e todos que disseram que eu não poderia ser mãe ou que era melhor que eu perdesse tiveram que se calar perante este milagre e entenderam e viram que Deus faz como Ele quer nas nossas vidas. Depois desse dia voltei ao doutor Vanderlei Pacini junto com meu marido para agradecer o que ele fez por mim e por nosso filho. Nunca vou esquecer da frase que ele me disse quando perguntei se seria necessário fazer amniocintese: "Responda-me sinceramente: você vai tirar seu baby se algo não vai bem?" A resposta foi imediata, tanto minha como do meu marido: "Claro que não". Aí ele simplesmente disse: "Então para que sofrer por antecipação? Tudo vai dar certo." E, no dia seguinte, vim para os Estados Unidos para estar finalmente junto ao meu marido e poder, enfim, construir minha nova família.
Como mãe de primeira viagem era para eu estar com medo e assustada pois primeiro filho, longe dos meus pais, sem saber muito o que fazer e em um país que nada conhecia e nem sabia...Tudo que tinha era minha fé e a certeza de que tudo daria certo porque Deus estava no controle e assim foi. Quando chegou a hora do parto estava confiante e feliz. Meu marido é quem estava mais nervoso. Quando cheguei à clínica, a médica viu que mesmo sem contração eu já tinha 5 e meio de dilatação e me mandou na hora ir para o hospital.
Cheguei, fui muito bem atendida, a equipe já me aguardava, todos muito atenciosos, coisa realmente de primeiro mundo. Confesso que não senti dor nenhuma de parto e, se senti, o que pode ter acontecido, é que ao ver meu filho tudo se apagou, o que me importava naquele momento era que ele estava bem e saudável.
Hoje, é pura saúde e energia, mas com minha filha a historia foi bem diferente que contarei em outro momento onde chamarei de Daniela, Carlos e Ana Carolina. Tudo que posso dizer é que Deus está sempre presente nas nossas vidas e que, quando Ele faz, faz por completo.
Fiquem com Deus.

Daniela Fialho Barreto














 
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