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pais & filhos


Pais: Simone e Rogério
Filho(a): Ana Beatriz


Olá para todos.
Vim aqui relatar minha vitória, que talvez servirá de apoio para outros casais que passam por essa situação hoje.
Meu grande sonho sempre foi ser mãe. Após 3 anos de casados, minha menstruação estava atrasada, fiz um teste de farmácia e deu positivo. Fiz um exame de sangue, e para a alegria de todos no dia 11/05/2006, semana que antecedeu o dia das mães, tive a confirmação da minha gravidez. Todos ficaram radiantes com a notícia, pois além de primeiro filho, também seria o primeiro neto de ambos os lados. Minha gravidez correu super bem, pressão super controlada, não engordei muito, pois enjoei a gravidez toda, mas o bebê graças a Deus se desenvolvia perfeitamente. No dia 05/09 fiz o ultra-som morfológico e graças ao meu bom Deus tudo está perfeito e para nossa alegria descobrimos ser uma PRINCESINHA. Minha filha está prevista para nascer em 04/01/2007.Acabei tendo uns probleminhas com minha médica, que acabou saindo de férias no fim da minha gravidez e me deixou desamparada. Passei a me apoiar nos médicos plantonistas do hospital onde minha filha nasceria.No começo de dezembro comecei a sentir umas dores e uma forte pressão da bexiga, passando inúmeras vezes pelo pronto socorro, mas sempre me mandavam voltar.
Eu estava muito nervosa com esse descaso da médica estava me sentindo desamparada. Liguei no Hospital e descobri que ela estaria lá de plantão no dia 20/12, até às 13h. Saí do meu serviço às 12h e fui até o hospital conversar com ela. Eu estava na recepção preenchendo a ficha, quando ela saiu da sala e me viu, daí ela sumiu lá pra dentro do hospital e não atendeu mais ninguém.
Eu estava desde cedo sentido minha barriga endurecer, mas pra mim isso era normal. Como já estava lá mesmo, resolvi passar com o médico que iria entrar de plantão às 13h. Ele foi muito atencioso comigo, expliquei que estava ali para conversar com a minha médica, daí ele falou, “vamos aproveitar que você está aqui e ver como está essa menininha aí”. Quando ele colocou o aparelho na minha barriga pra escutar o coração, ele ficou assustado, e ficou uns 20 minutos com a mão na minha barriga e olhando para o relógio e não dizia nada. Daí ele me perguntou a quanto tempo estava sentido aquelas contrações e eu na maior simplicidade disse que estava sentido aquilo desde que acordei. Ele já me encaminhou para internação, eu estava com 36 semanas e 3 dias, sem nenhum dedo de dilação, com contrações seguidas e a ANA BEATRIZ estava sentada, seria necessário fazer cesárea. Me internei às 13h 30 minutos, porém começou a peregrinação do pessoal do hospital atrás da minha médica. Ela acertou com eles que estaria lá às 17h para fazer minha cesárea, porém não apareceu e desligou o celular, ninguém mais conseguiu contato com ela. Para minha sorte, Deus colocou em meu caminho dois anjos, o Dr. Bruno (um médico excelente, que hoje é meu médico de confiança) e a Luciana (paciente do Dr. Bruno que deixou ele fazer minha cesárea antes da dela e por coincidência ficamos no mesmo quarto). Às 19h45 minha PRINCESINHA nasceu, foi o momento mais feliz de nossas vidas. Meu marido assistiu o parto e fotografou. O enfermeiro colocou a Ana Beatriz em cima de mim e nos deixou sozinhas, conversei muito com minha pequena, falei o quanto a amava, e o quanto ela foi desejada e esperada. Porém algo estava errado, ela gemia muito e as mãozinhas estavam um pouco roxinhas, mas como marinheira de primeira viagem, achei que era normal. Fomos para o quarto, meu marido pode pegá-la nos braços, foi uma alegria só. Logo as enfermeiras vieram buscá-la para dar banho, ficamos preocupados pois percebemos uma movimentação estranha na sala de banho. Logo a pediatra saiu da sala com a Ana Beatriz nos braços e disse ao meu marido que iria levá-la para pediatria. Meu marido já ficou apavorado, pois ela estava inteira roxa, mas ele não deixou que eu percebesse nada. Passei a noite em claro, esperando por notícias. Às 5h da manhã veio uma enfermeira da UTI NEO me dizer que a Ana Beatriz estava lá, e que logo a Pediatra viria conversar comigo. Às 8 da manhã a pediatra passou, disse que por ela ter nascido antes do tempo, ela teria que ficar uns 10 dias na incubadora para fortalecer os pulmões. A tarde meu marido veio para a visita e fomos lá ver nossa pequena. Fiquei em choque quando a vi, ela estava toda entubada, sedada e não respondi a nenhum estímulo nosso e estava com Hipertensão Pulmonar. Minha pressão caiu e eu desmontei. Chorei muito. No dia 22/12 tive alta, foi horrível ir pra casa e deixar minha pequena. No dia 23/12 (o pior de nossas vidas), fomos a tarde para a visita do dia, a médica de plantão nós informou que ela tinha piorado, tinha tido uma parada cardíaca,estava com insuficiência renal e que ela não estava respondendo a nenhum medicamentos. Fomos embora arrasados, meu mundo desabou, está desanimada, sem fé, sem esperança, queria morrer. Choramos muito. Passei a noite em claro. No dia 24 logo pela manhã, estava assistindo TV e coloquei na Globo, na Missa do Padre Marcelo Rossi, ele disse palavras de esperanças que tocaram diretamente meu coração e cantaram uma música que marcou minha vida, a música dizia assim: “Aquilo que parecia impossível, aquilo que parecia não ter saída, aquilo que parecia ser minha morte, mas Jesus mudou minha sorte, sou milagre estou aqui”. Me fortifiquei na fé e passei a crer que Deus salvaria minha filha amada. Sempre pedia para Deus ficar junto de minha filha e para que Nossa Senhora no seu papel de mãe, me desse forças para passar por esse problema.
Vivemos momentos de muita angústia, pois a Ana Beatriz não reagia a medicamento algum. As visitas na Neo, eram sempre das 15h30 às 16h, passamos a viver nossos dias esperando por essa meia hora. Aproveitávamos ao máximo o pouco momento junto dela. Fazíamos uma oração assim que chegávamos e depois a gente conversava bastante com ela, eu contava a ela sobre todos que estavam aqui fora, ansiosos para conhecê-la. No dia 30/12 ela começou a reagir, e no dia 4 /01/07 tiraram a sedação dela e para minha alegria pude r ver minha filha acordada. Ela chorava muito, era o bebê mais nervoso da Neo (rs).
No dia 08/01 quando entrei na Neo a médica veio me receber com a melhor notícia da minha vida, minha filha tinha ido para o berçário e eu poderia amamentar. Foi o nosso primeiro contato físico após o parto, pude beijar meu amorzinho e amamentá-la. A partir de então passei a ficar o dia todo no hospital para amamentá-la. Estávamos felizes, pois tudo indicava que minha pequena iria para casa em alguns dias, porém no dia 10/01 fizeram um hemograma dela e ela ainda estava com um pouco de infecção, então os médicos resolveram segurá-la mais um pouco. No domingo, 14/01 cheguei cedo ao hospital, mas ninguém me dizia nada se minha filha teria ou não alta, então fui conversar com o médico, mas ele disse que estava com problemas lá e que provavelmente ela iria embora somente na segunda, fiquei muito triste. Quando estava na fila da visita, a enfermeira veio nos receber com a minha pequena no colo e me deu a melhor notícia de minha vida, passando o horário da visita, minha amada filha iria para casa com a gente.
Saímos do hospital, passamos na igreja para agradecer a nossa graça e fomos para casa, afinal todos estavam lá esperando por ela. Meu pai, devoto de Nossa Senhora Aparecida, fez uma promessa de que se minha filha fosse curada, o primeiro lugar que ela iria seria Aparecida do Norte, então passei a semana em casa curtindo minha filha e no sábado seguinte fomos até Aparecida do Norte cumprir nossa promessa e agradecer a Deus e a Nossa Senhora a graça concedida.
Por isso quero dizer a todos os pais que estão passando por esse momento, que nunca percam a fé, pois DEUS é maior e não abandona ninguém. Aos maridos digo que fiquem sempre do lado das esposas, dando apoio, pois para nós é pior ainda.














 
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