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pais & filhos


Pais: Daniela e Vagner
Filho(a): Eduardo


O ano de 2007 foi o melhor na vida de meu esposo e eu. Após sete anos de casados, finalmente concluímos que estava na hora de aumentarmos a família.
Após apenas dois meses de pausa do anticoncepcional, consegui engravidar e foi uma festa. Recordo-me que, ao contrário de muitas mulheres, fiz o exame de sangue primeiro para depois me certificar com o teste de farmácia. Ligamos para todos os familiares aquele dia e a alegria nos contagiava.

Tínhamos a pouco tempo conseguido comprar nosso apartamento e tendo em vista um filho pela frente, começamos a arrumar o nosso lar. Trocamos piso, compramos móveis e o tão sonhado quartinho azul, pois esperava um menino, estava começando a ficar pronto.

Apesar da correria, tudo estava saindo dentro do prazo estimado. Compra dos móveis, roupinhas, organização do chá de bebê, tudo perfeito.
Entretanto, em uma consulta de rotina, meu obstetra percebeu que minha pressão arterial estava alta (15x9). Como estava quente aquele dia, imaginamos que fosse algo referente ao tempo. Marcamos nova consulta depois de uma semana e novamente minha pressão estava alta.

Conclusão, com 32 semanas meu médico me afastou do trabalho e comecei a tratar este problema com medicamentos. Novamente marcamos uma consulta semanal e neste tempo, fiz alguns ultra-sons específicos. Dois deles demonstravam que o peso do Eduardo estava abaixo da média. Desta forma, meu médico pediu um terceiro e neste eu já estava com 34 semanas.

Lembro-me bem que numa sexta-feira de manhã compareci a maternidade para realização do exame por solicitação do meu médico e recebi a notícia. O Eduardo estava com apenas 1.780 kg e das três artérias que irrigam a placenta, apenas 1 estava funcionando e com uma pressão altíssima. Assim, com 34 semanas e um bebê que estava abaixo do peso, tive que me submeter a uma cesariana. Meu médico pediu exames de sangue e alguns níveis do fígado estavam muito alterados. Conclusão, o Eduardo deveria nascer naquele dia ou algo grave poderia acontecer, com ele e comigo.

Neste momento, quando estava sendo encaminhada a preparação do parto, uma história me veio com uma grande intensidade. Temos uma amiga que teve seu parto prematuro. Entretanto, diferentemente do meu, sua bebê nasceu de 26 semanas e pesando apenas 500 gramas. Era inevitável não lembrar que poucos dias antes de saber que eu estava grávida, em uma visita a esta amiga que anunciara sua segunda gravidez, fiquei horas com ela conversando sobre a sua princesinha pequenina. Sempre fomos amigas, mas no período em que ela passava por tudo aquilo, ficamos distantes e neste dia ela me contou com emoção tudo que tinha passado.

Nos emocionamos muito e choramos também. Naquela hora me senti culpada por não ter compartilhado com ela toda a sua aflição. Entretanto, estava imensamente feliz, pois sabia que Deus havia operado ali e que aquela princesinha era uma benção.

Apesar de me recordar desta história, eu estava bem. Sabia que meu pequeno ficaria na UTI por conta do baixo peso, mas mesmo assim estava confiante. Durante toda gestação, sempre pedi a Deus que o Eduardo fosse uma benção em nossas vidas e sabia que, se eu estava ali para ter o Eduardo, era porque Ele permitia que isto acontecesse.

Meu médico chegou ao final da tarde e o parto foi tranqüilo. Apesar da prematuridade, meu esposo pode acompanhar o nascimento do nosso filho e o descrevia para mim. Infelizmente por ele nascer prematuro, não tive a oportunidade que muitas mães têm. De ficar de rostinho colado com o filho após o nascimento. Ele saiu de mim e foi direto para os cuidados médicos. Vi o Eduardo muito rapidamente. Lembro-me que ele estava com uma touquinha pequenina e estava já sua nova casinha: a incubadora. Chorei muito e fiquei ansiosa por saber notícias do seu real estado.

Somente no dia seguinte tive a oportunidade de conhecer o meu bebê. Ele era lindo apesar do corpinho frágil e magrinho. Estava apenas com uma sonda gástrica e respirava sem a ajuda de aparelhos. Conversamos com a pediatra e graças a Deus após vários exames, o Eduardo só precisava ganhar peso.

Passamos longos 22 dias na UTI Neo Natal e passamos por grandes emoções. A primeira mamada foi maravilhosa. Ele estava com apenas dois dias de vida. Depois de um tempo convivendo com algumas mães, percebi que o meu caso não era grave, Muitas esperavam até três meses para poder amamentar seus filhos. Vimos muitas histórias tristes, mas outras tantas de superação e poder de Deus.

Graças a Ele a cada dia que tinha que retornar pra casa sem o meu pequeno, me segurava e orava pela recuperação e saúde do Eduardo.

Hoje nosso garoto está com quase dois aninhos e tem sido nossa alegria. Apesar de pequenino, se comparado as outras crianças, é ativo e saudável. Agradeço a Deus e a tudo que Ele me fez ver com esta experiência. Sabia que ser mãe era algo maravilhoso, mas ser mãe do Eduardo, tem sido a razão da minha existência.

Escrevo neste site não só para contar uma história, mas para mostrar que em situações como esta, devemos nos manter no Senhor nosso Deus e nos sentirmos amados e especiais por termos a experiência sublime de sermos mães de pessoinhas tão especiais.














 
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