Aos oito dias de vida, Guilherme Machado Rubenich viajou ontem à noite de Passo Fundo, no norte gaúcho, para Curitiba (PR).
A aeronave transportou também a esperança dos pais em ver o menino curado de uma cardiopatia congênita, doença grave que atrapalha o funcionamento do coração e pode levar à morte.
Uma cirurgia para a correção das válvulas do coração é a chance de o bebê sobreviver. A falta de leitos nas unidades de terapias intensivas neonatais dos hospitais de Porto Alegre capacitados para a intervenção trouxe desespero à família, que ingressou com um pedido de auxílio na Justiça de Carazinho.
Município e Estado foram encarregados de solucionar o problema. Um leito no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, próximo à capital paranaense, foi a opção mais imediata. Um avião foi fretado ao custo de R$ 26 mil. O despacho judicial destinou ainda R$ 6 mil para custear as despesas dos pais.
Contrapontos
O que diz a Secretaria Municipal de Saúde de Carazinho
Segundo o titular da pasta, Carlos Baldo, o município não foi omisso pois se preocupou em buscar uma solução para o problema do menino e não recorreu da decisão judicial, o que poderia atrasar o processo e trazer prejuízos a Guilherme.
O que diz a Secretaria Estadual de Saúde
Por meio de sua assessoria de imprensa, o órgão informou que o caso está sendo acompanhado desde o início e há um esforço para que a vida do menino seja salva.
O que diz a Gerência de Regulação dos Serviços de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, que administra as vagas nos hospitais da Capital
Segundo a assessoria de imprensa da gerência, o menino Guilherme é o primeiro nas filas por uma vaga na UTI Neonatal do Instituto de Cardiologia e no Hospital Santo Antônio e pode ser chamado a qualquer momento.